A desigualdade que atinge a sociedade da musicalidade Brasileira, também  é uma realidade em Barra-BA,  porém de forma mais intensa. É lamentável presenciar a desvalorização aos nossos artistas barrenses tão constante. Durante as festas culturais do município, como carnaval e festejos juninos (São João da Barra), se pode vê artista locais sendo tratados como "cachorros", além de pagarem um mísero cachê, o camarim tem mal água e refri, sem contar a humilhação para receber.
Enquanto o prefeito contrata bandas de 20 a 100 mil reais, em uma negociação duvidosa, onde a grande maioria existe os esquemas de "toma-lá, dá-cá, me-dá o meu". Os artistas locais, somando todos não superam 20 mil reais. 

A ideia e objetivo dos músicos é que o valor do cachê seja estabelecido padrão para todos. Qualquer representante que ama a sua terra, ele literalmente pensa no seu povo. É notável o quanto o sistema não está nem ai para a população, esquecem que o dinheiro desses mesmos artistas locais serão circulados na cidade, movimentando a economia local.

Na minha humilde opinião como jornalista e músico dessa cidade, é que todos os prefeitos paguem antes os cachês dos músicos subirem ao palco.  Tantos artistas de nome e referência na nossa cidade, porém não tem um apoio e incentivo que merecem.  Infelizmente tem artistas que temem à cobrarem seus direitos, serem perseguidos e perderem o mísero contrato, assim como aconteceu com um compositor renomado da Barra. Está na hora dessa categoria acordar, vamos levar para a câmara e tornar essa valorização lei municipal. 

Os nossos Parlamentares, devem fiscalizar as contratações a partir deste ano, pois períodos eleitorais podem ocorrer esquema de contratações ilícitas e superfaturamento, onde quem paga o "pato" somos nós.
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O grande Arthur Schopenhauer disse algo que acredito muito e se encaixa nesse contexto
“Uma pessoa de raros dons intelectuais, obrigada a fazer um trabalho apenas útil, é como um jarro valioso, com as mais lindas pinturas, usado como pote de cozinha.

"E é exatamente isso o que acontece com muitos artistas que, apesar de talentosos, são obrigados a abaixarem a cabeça para o sistema e deixarem a paixão de lado para sobreviverem. Seus dons são desvalorizados e não encontram espaço para serem apenas aquilo que deveriam ser: artistas. Numa sociedade como a nossa, aquele que nasce um pouco fora da caixa sofre. O sistema não dá tanto espaço para nós, artistas, como dá para outros profissionais. É difícil, não podemos negar, mas a verdade é que um artista não desiste.
A jornada é árdua, mas ele se mantém em pé – lutando pelo seu espaço, lutando pelo seu dom."